sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O LIMITE HUMANO PARA COM O CRIADOR




Jesus quando responde às pessoas que admiravam a estética do Templo (Lc21, 9-11) indica o limite mais profundo da pessoa enquanto ser na história. Não é o homem o Senhor da história, mas o próprio Deus. Não cabe ao homem determinar o fim da história e concomitantemente a liberdade humana. Cabe somente a ele colaborar com a sabedoria regida por Deus, para que a vontade dEle Reine sobre a face da Terra.
Jesus sempre imbuído do Espírito do Pai nunca manipula a nossa consciência, nem cerceia nossa liberdade, pois é o dom mais precioso que Deus deu ao ser humano. Em contraste a atitude humana de Jesus que se fez homem para traduzir o amor de Deus, surgem ‘falsos profetas’, sinalizando o fim do mundo, como se fossem deuses, usando de uma teologia do medo, para manipular a consciência das pessoas. Por isso, todo seguidor de Jesus deve buscar com constância construir a sua casa sobre a rocha segura: que é Deus, para não cair na mão dos ladrões que disfarçadamente vem roubar as consciências e a liberdade das pessoas em ‘nome de Jesus’, aprisionando-as em nome de uma ideologia falsa.
O Templo já não era sinal da salvação! Por isso cristão é chamado a ser um sinal de libertação, não de alienação, acima assinalado como aprisionamento, pois o Senhor da história nos criou para a liberdade. O cristão que leva ao aniquilamento do senso crítico, criativo e libertador do próximo não conseguiu ainda superar o Templo Antigo da sua casa, o coração. O Templo Antigo como aquele que exclui as pessoas sem condições financeiras, pessoas afetadas pelas enfermidades, mendigos, prostitutas, crianças e mulheres etc, deve ser superado a cada dia pelo Espírito daquEle que veio em nome do Criador, para libertação definitiva da pessoa.  
O Templo vivo que é Cristo, deve ser a nossa única referência na busca da construção do Reino de Deus. Pois somos sinal do Reino quando assumimos as mesmas características daquEle que se fez homem para nos educar para a liberdade, no amor de Deus. Esta liberdade fruto da nossa abertura para o projeto de Deus não se “fecha a uma realização egocêntrica”, pois se for assim já não é uma expressão de libertação que nos leva a partilha. Pelo contrário, necessitamos acolher
a proposta de Deus, para sermos sinal de libertação e de inclusão aos menos favorecidos.
Quando se vive na prática os valores do Reino, significa que conseguimos entender o nosso limite humano. Pois a tendências humanas de querer dominar a história com conhecimento limitado não é suficiente para iluminar os fatos da vida. A razão sem a luz da fé pode caminhar para reforçar as estruturas que excluem e aniquilam a liberdade natural humano. Assim como uma religiosidade que perdeu de vista o humano, pode ter a mesma força que uma ideologia que exclui e aliena as pessoas.
Logo, precisamos primeiramente reconhecer nosso limite humano. Nesse reconhecimento aderirmos a tarefa que nos cabe, promoção de justiça, fraternidade e libertação. Pois, enquanto não tirarmos da cabeça a ambição doentia de querer dominar o mundo, no lugar do Senhor da História, continuaremos propondo conhecimento que mata, religião que aliena e visa autopromoção, pior ainda seremos um bando de bárbaros que lutam pela sobrevivência. Essa luta pela sobrevivência ofusca o coração generoso que todos temos, nos levando a diversas atitudes corrompidas. A política atual reflete este bando de macacos sem razão. A autenticidade é possível de ser traduzida na vida quando transcendemos esta hostilidade medíocre e buscamos viver os valores comuns. Quando o conhecimento visa o humano e busca promover libertação, favorece espaço para exercício de habilidades humanas: criatividade, imaginação, questionamento e consciência crítica. Verdadeiros cidadãos. Cidadãos não de nome, mas de Vida! Verdadeiros cristãos. Cristãos não de nome, mas de Vida! Legal.  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

AMIZADE



A amizade é a forma de cativar as pessoas. Estas devem ser aquelas possam ser dignas de confiança de quem as torna amigas. Amizade também é um dom, pois quem a possui sabe construir amizades verdadeiras. Não se deve apenas ter amigos, o mais importante é ser amigo. (Jodson Sodré).

quinta-feira, 23 de maio de 2013

DESÂNIMO NÃO É MOTIVO PARA DESISTÊNCIA DOS NOSSOS REFERÊNCIAIS








Somos herança de uma construção milenar. Porém, esta responsabilidade humana pode vir a perder sentido, quando não buscado a fundo a sua resignificação para as nossas vidas. Ainda mais desafiadora quando temos experiências passadas desafiadoras, que provaram os nossos antepassados, por um tris conseguiram ficar e construir alicerces que fizeram crescer uma história de coragem e testemunho.
E, hoje, além dos desafios que podemos enfrentar no interior da vida comum, sofremos um desafio que talvez, nossos antepassados não tiveram experimentado, uma vez que elas ainda não tinham força influente como hoje. Novamente remete, a olhar para histórias de crises a qual nossos líderes viveram, a sua capacidade de restabelecer metas otimistas graça ao ombro amigo de muito dos que se colocaram coopartícipes desta ancora humana e juntos puderam estabelecer o testamento de uma nova comunidade, que precisa não só ser lembrado por nós, mas, também que suscita a nossa resposta de continuação destas capacidades criativas de responsabilidade.
A complexidade do mundo presente caminha escuro. Oferece caminhos diversificados, uns mais largos prontos a nos derrubar no precipício, e outros estreitos que são caminhos de realização. Mas, a melhor forma de responder ao clamor da nossa humanidade histórica, é ser humilde. A humildade de reconhecer que não somos fruto de uma relação de acaso, mas que somos frutos de material humano construído através de um longo caminho árduo e desafiador. Porém, o que nos chama atenção é a serenidade e a firmeza com a qual estas humanidades responderam ao seu tempo: ante as ameaças deste mundo antagônico, tiveram capacidade de construir alicerces seguros, respondendo as necessidades comuns, que nos faz celebrar a vida que somos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A SABEDORIA HUMANA QUE LEVAMOS DENTRO DE NÓS




Na vida, conhecemos pessoas incomparáveis. São pessoas presentes nas nossas histórias humanas desde a nossa concepção, junto aos nossos pais. São testemunhas vivas de todo o nosso crescimento humano. São anciãs que respondem às necessidades da hora, pois elas mesmas são os autores do saber. Traços que muitas vezes, continuam a ser carregadas por nós, com muito orgulho.
Testemunhas da vida, não obstantes as fraquezas que também fizeram parte destas personalidades humanas, inerentes à condição humana. O que de fato fica, na memória, é a postura moral com a qual orientaram suas vidas, mesmo sendo consideradas posturas estúpidos frentes às forças morais provindas fora do seu contexto. Sinais que possibilitam a compreensão de uma força íntegra cultivada durante o seu estar no mundo, frente ao material humano que a vida no seu devido tempo disponibilizou, são referenciais transmitidos por gerações milenares.
Nos desafiam para uma busca constante de compromisso humano, mais sincero e duradouro. Se ainda caminhamos alimentando desconfianças nesta vida, é porque perdemos a sensibilidade de perceber que é recorrendo a estes referenciais humanos que podemos construir uma humanidade mais comprometida. Porém, o mundo presente nos incentiva a abandonar tudo, assim viver o imediatez, sem referenciais mais seguros, pois para esta racionalidade contemporânea, devemos ser objetos das forças que prega o mundo de aparências.
Esta proposta do presente transparece na nossa maneira desonrada de responder às exigências propriamente humanas, as quais as posturas destas pessoas nos desafiam. A pior desgraça humana acontece quando a insensibilidade para com estes mestres e sábios, toma conta da nossa humanidade. Pois deixamos de perceber o valor da vida! Somos omissos, temos medo de comprometermos, como desculpa alimentamos a postura indiferente. Indiferença que muitas vezes são reflexos das fantasias criadas por mundo preestabelecido, para nós tão perfeccionistas que vedam os nossos olhos, impossibilitando nossa capacidade de buscar aprendizagem nos simples atos humanos.
A verdade é que cada um de nós, na sua singularidade, está em busca de uma realização humana integral, e a indiferença além de impossibilitar esta realização, por si só pode se tornar elemento autodestruidora. Pois, esta postura nos leva a nos tornar vulneráveis a todas as propostas efêmeras encontradas a cada segundo das nossas vidas. Mas, quando temos a sagacidade de olhar o além, que não significa esquecer os referenciais e viver só do futuro, mas considerando a tríade da nossa experiência humana (passado, presente, futuro), levando em conta as personalidades marcantes das nossas vidas, conseguimos construir uma personalidade sadia, capaz de testemunhar a humanidade apreendida junto às pessoas com as quais tivemos oportunidade de conviver e a alegria de escutar a sua voz nos chamar de neto.
Uma carga humana, muito profunda que carregamos junto de nós, nas lutas cotidianas. Sem dúvida, o humano que somos, seremos, sempre é fruto desta vivência que foi construído destes os primeiros referenciais humanos. Uma vez perdidos os sábios da vida, se procuramos viver com intensidade os momentos propícios que a caminhada favoreceu, somos nós os portadores desta mesma humanidade, uma vez, que o que estava fora de mim, passa a ser “sabedoria que levamos dentro de nós”, e desta vez temos o dever de transmiti-los ao mundo no qual estamos inseridos, acima de tudo com a nossa postura humana.