quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O grande Retiro do semestre, no mosteiro água Viva, Itacoatiara, sob orientação do padre Arier (Jesuíta).

Síntese: "Todo tempo é oportunidade de volta à fonte"

Para o Cristão a gratuidade de Deus é fonte da eterna renovação interior.
A redescoberta da fonte primária da nossa vocação sempre é meio para amar mais as nossas escolhas, sem precedentes.
A contemplação interior, restabelece a unidade da pessoa sempre conexa para com toda a criação, o ser humano total.
O sentimento de interdependência para com o meio na qual se vive é a expressão do reconhecimento do amor gratuito do Criador!
Resgatar o sentimento da paternidade divina, nos educa para libertação e compromisso com o modelo humano que é Jesus.
Na força do mesmo Deus Espírito, que serve de elo da relação e constante diálogo entre as duas pessoas e a humanidade.
Voltar a fonte.. portanto, é redescobrir o valor do amor gratuidade.
Amor é a força necessária que vence a "nossa limitação", quem ama simplesmente vive a naturalidade da harmonia com a totalidade da experiência cósmica e ontológica!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CONSTRUÇÃO ETERNA





Não seria sábio esquecer-se da minha ilimitada sede de aprender sempre!
Certa fase da vida pensamos que o centro somos nós,
Quando, porém, nos conhecemos melhor a vida mesmo nos indica horizontes ínfimos
Que nos faz perceber que a Vida é muito mais que nossa limitada visão,
a medida que nos purificamos ao encontro de novidades
encontramos horizontes de eterna libertação!
Esta maneira criativa, que nasce a medida que vamos amadurecendo enquanto pessoa, nos oferece
ferramentas que nunca mais envelhecerão
Pois descobre-se que nada nesta vida é finito
Toda pergunta sobre a minha vida mi leva também
  a perguntar do mundo e às pessoas com as quais me enriqueço a cada minuto,
 Finalmente sou capaz de celebrar a alteridade 
e posso entrar em contato com o mistério insondável que Deus, na qual repousa a minha alma  !
Escola de Jesus que Liberta para eterna Novidade/ Manaus Amazonas

sábado, 28 de março de 2015

Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém

"O esplendor da essência divina vela-se sob a forma de escravo para salvar a vida do escravo. O brilho da vida eterna escurece na carne para purificar a carne. Para iluminar os filhos dos homens  deve obscurecer-se na Paixão, aceitar a vergonha da cruz. Exangue da morte, perde toda beleza e toda a hora, para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa, sem mancha e nem ruga (Ef 5,27)." (São Bernardo)

Jesus de Nazaré caminha ao encontro do centro político, religioso, econômico que é Jerusalém. Ele sabe que lá a morte o espera, pois o seu projeto de Amor desafia e inquieta o sistema opressor do Império Romano. Mas entrega a sua vida gratuitamente, pois sabe que isto iria restaurar os povos. Por isso a simbólica do jumentinho, que contraria o sistema opressor dos grandes imperadores que chegavam com sua comitiva, exército e espada, e ainda recebidos como enviados de Deus, mas que vinham com propósito de dominar e ainda estabelecer pesados fardos ao povo simples,através de pesados impostos. Com isso até os embaixadores do império Romano, assim como amigos governadores de César, tinham medo para não perder seus privilégios, pois qualquer poder mundado se sustenta pela aparência, porém que se corrói por si mesmo, pois sua base se sustenta na mentira, ambição e assim é altamente autodestrutiva. Não depende do governo que a rege,pois estes vivem agustiados pois escapam do seu controle, é uma força transcendental, capaz de alienar e quando entrado nesse projeto, talvez sem volta: É o poder mundano. Os impérios existem, os macacos sem razão sobrevivem dela, pois já foram engolidos por ela. Esquecem que Deus é poderoso, não porque vence pela violência: mas porque ele apenas sabe amar.  Quem se arroga, acaba por cair na armadilha dos impérios. O ser humano, nós, não somos poderosos, por que não sabemos amar. Não porque somos fracos, pelo contrário, porque nos queremos ser mais que o Criador e esquecemos que precisamos da graça de Deus para lutar contra toda força do mal. Por isso, penso que lembrar da entrada humilde de Jesus, que é exaltado não pela corte de Jerusalém, mas pelo povo simples, que vinha do interior para festa de Páscoa, é recuperar a imagem de Deus El Shadai "Senhor das Alturas" e não a tradução errada de algumas bílias "Senhor todo poderoso" que remete a um Deus castigador, mas das "Alturas" se referindo as mamas de uma mãe:o lugar de aconchego e por onde o bebê extrair energia vitais para o seu crescimento.

E você qual Deus que assumir para a sua vida? Eu quero o Deus simples que somente tem um poder que nenhuma empresa, nem o dinheiro do mundo pode comprar, que "amar, amar, amar".

Ele condena o pecado, mas não o pecador. Pois acredita na força do bem inscrita no coração de cada homem. Se não foi bom ontem, saiba que hoje tens oportunidade. O tempo não existe para Deus, ele é o Hoje, Kairós, eterno! Toda vez que me encontro com o irmão, valorizo a pessoa como ela é, não pelo que ela tem, estou amando e sendo amado por Deus. Toda missa que participo, ou mesmo encontro com outros numa reunião estou experimentando o amor de Deus: ele está me amando naquele momento. Portanto, que  amanhã sejamos melhores, e vivamos intensamente a celebração de Ramos e o Trido Páscal, e seremos mais nós e Deus, pois, para isso se fez escravo conosco para nos dar a liberdade de vida plena!

"Quando encontramos o verdadeiro eu, a bondade, seremos completamente humanos e felizes em tudo que fizermos, até mesmo nas expressões mais rudimentares da vida!




Boa páscoa a todos.

terça-feira, 3 de março de 2015

Quando Me conheço eu Sou mais eu



Ás vezes sou tentado a não me reconhecer por viéis evidentes que o próprio mundo me remete. Porém, sinto que há uma força interior que me faz transcender esta natureza de sede, para uma verdadeira compreensão daquilo que de fato Sou. É no reconhecimento da força interior, que existe em mim, que Sou eu mesmo, não pela força exterior a qual Sou constantemente a mi identificar! 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

NÃO SER PARA SER

Filosofia de Parmênides (Grego) nos ajuda a compreender justamente o valor da alteridade: quanto mais não sou, mas eu sou, pois é justamente no esqucer-se que sou mais verdadeiro.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O LIMITE HUMANO PARA COM O CRIADOR




Jesus quando responde às pessoas que admiravam a estética do Templo (Lc21, 9-11) indica o limite mais profundo da pessoa enquanto ser na história. Não é o homem o Senhor da história, mas o próprio Deus. Não cabe ao homem determinar o fim da história e concomitantemente a liberdade humana. Cabe somente a ele colaborar com a sabedoria regida por Deus, para que a vontade dEle Reine sobre a face da Terra.
Jesus sempre imbuído do Espírito do Pai nunca manipula a nossa consciência, nem cerceia nossa liberdade, pois é o dom mais precioso que Deus deu ao ser humano. Em contraste a atitude humana de Jesus que se fez homem para traduzir o amor de Deus, surgem ‘falsos profetas’, sinalizando o fim do mundo, como se fossem deuses, usando de uma teologia do medo, para manipular a consciência das pessoas. Por isso, todo seguidor de Jesus deve buscar com constância construir a sua casa sobre a rocha segura: que é Deus, para não cair na mão dos ladrões que disfarçadamente vem roubar as consciências e a liberdade das pessoas em ‘nome de Jesus’, aprisionando-as em nome de uma ideologia falsa.
O Templo já não era sinal da salvação! Por isso cristão é chamado a ser um sinal de libertação, não de alienação, acima assinalado como aprisionamento, pois o Senhor da história nos criou para a liberdade. O cristão que leva ao aniquilamento do senso crítico, criativo e libertador do próximo não conseguiu ainda superar o Templo Antigo da sua casa, o coração. O Templo Antigo como aquele que exclui as pessoas sem condições financeiras, pessoas afetadas pelas enfermidades, mendigos, prostitutas, crianças e mulheres etc, deve ser superado a cada dia pelo Espírito daquEle que veio em nome do Criador, para libertação definitiva da pessoa.  
O Templo vivo que é Cristo, deve ser a nossa única referência na busca da construção do Reino de Deus. Pois somos sinal do Reino quando assumimos as mesmas características daquEle que se fez homem para nos educar para a liberdade, no amor de Deus. Esta liberdade fruto da nossa abertura para o projeto de Deus não se “fecha a uma realização egocêntrica”, pois se for assim já não é uma expressão de libertação que nos leva a partilha. Pelo contrário, necessitamos acolher
a proposta de Deus, para sermos sinal de libertação e de inclusão aos menos favorecidos.
Quando se vive na prática os valores do Reino, significa que conseguimos entender o nosso limite humano. Pois a tendências humanas de querer dominar a história com conhecimento limitado não é suficiente para iluminar os fatos da vida. A razão sem a luz da fé pode caminhar para reforçar as estruturas que excluem e aniquilam a liberdade natural humano. Assim como uma religiosidade que perdeu de vista o humano, pode ter a mesma força que uma ideologia que exclui e aliena as pessoas.
Logo, precisamos primeiramente reconhecer nosso limite humano. Nesse reconhecimento aderirmos a tarefa que nos cabe, promoção de justiça, fraternidade e libertação. Pois, enquanto não tirarmos da cabeça a ambição doentia de querer dominar o mundo, no lugar do Senhor da História, continuaremos propondo conhecimento que mata, religião que aliena e visa autopromoção, pior ainda seremos um bando de bárbaros que lutam pela sobrevivência. Essa luta pela sobrevivência ofusca o coração generoso que todos temos, nos levando a diversas atitudes corrompidas. A política atual reflete este bando de macacos sem razão. A autenticidade é possível de ser traduzida na vida quando transcendemos esta hostilidade medíocre e buscamos viver os valores comuns. Quando o conhecimento visa o humano e busca promover libertação, favorece espaço para exercício de habilidades humanas: criatividade, imaginação, questionamento e consciência crítica. Verdadeiros cidadãos. Cidadãos não de nome, mas de Vida! Verdadeiros cristãos. Cristãos não de nome, mas de Vida! Legal.