Filosofia de Parmênides (Grego) nos ajuda a compreender justamente o valor da alteridade: quanto mais não sou, mas eu sou, pois é justamente no esqucer-se que sou mais verdadeiro.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O LIMITE HUMANO PARA COM O CRIADOR
Jesus
quando responde às pessoas que admiravam a estética do Templo (Lc21, 9-11) indica
o limite mais profundo da pessoa enquanto ser na história. Não é o homem o
Senhor da história, mas o próprio Deus. Não cabe ao homem determinar o fim da
história e concomitantemente a liberdade humana. Cabe somente a ele colaborar
com a sabedoria regida por Deus, para que a vontade dEle Reine sobre a face da
Terra.
Jesus
sempre imbuído do Espírito do Pai nunca manipula a nossa consciência, nem
cerceia nossa liberdade, pois é o dom mais precioso que Deus deu ao ser humano.
Em contraste a atitude humana de Jesus que se fez homem para traduzir o amor de
Deus, surgem ‘falsos profetas’, sinalizando o fim do mundo, como se fossem
deuses, usando de uma teologia do medo, para manipular a consciência das
pessoas. Por isso, todo seguidor de Jesus deve buscar com constância construir
a sua casa sobre a rocha segura: que é Deus, para não cair na mão dos ladrões
que disfarçadamente vem roubar as consciências e a liberdade das pessoas em
‘nome de Jesus’, aprisionando-as em nome de uma ideologia falsa.
O
Templo já não era sinal da salvação! Por isso cristão é chamado a ser um sinal
de libertação, não de alienação, acima assinalado como aprisionamento, pois o
Senhor da história nos criou para a liberdade. O cristão que leva ao aniquilamento
do senso crítico, criativo e libertador do próximo não conseguiu ainda superar
o Templo Antigo da sua casa, o coração. O Templo Antigo como aquele que exclui
as pessoas sem condições financeiras, pessoas afetadas pelas enfermidades,
mendigos, prostitutas, crianças e mulheres etc, deve ser superado a cada dia pelo
Espírito daquEle que veio em nome do Criador, para libertação definitiva da
pessoa.
O
Templo vivo que é Cristo, deve ser a nossa única referência na busca da
construção do Reino de Deus. Pois somos sinal do Reino quando assumimos as
mesmas características daquEle que se fez homem para nos educar para a liberdade,
no amor de Deus. Esta liberdade fruto da nossa abertura para o projeto de Deus
não se “fecha a uma realização egocêntrica”, pois se for assim já não é uma
expressão de libertação que nos leva a partilha. Pelo contrário, necessitamos
acolher
a proposta de Deus, para sermos sinal de libertação e de inclusão aos
menos favorecidos.
Quando
se vive na prática os valores do Reino, significa que conseguimos entender o
nosso limite humano. Pois a tendências humanas de querer dominar a história com
conhecimento limitado não é suficiente para iluminar os fatos da vida. A razão
sem a luz da fé pode caminhar para reforçar as estruturas que excluem e
aniquilam a liberdade natural humano. Assim como uma religiosidade que perdeu
de vista o humano, pode ter a mesma força que uma ideologia que exclui e aliena
as pessoas.
Logo,
precisamos primeiramente reconhecer nosso limite humano. Nesse reconhecimento
aderirmos a tarefa que nos cabe, promoção de justiça, fraternidade e
libertação. Pois, enquanto não tirarmos da cabeça a ambição doentia de querer
dominar o mundo, no lugar do Senhor da História, continuaremos propondo
conhecimento que mata, religião que aliena e visa autopromoção, pior ainda seremos
um bando de bárbaros que lutam pela sobrevivência. Essa luta pela sobrevivência
ofusca o coração generoso que todos temos, nos levando a diversas atitudes
corrompidas. A política atual reflete este bando de macacos sem razão. A
autenticidade é possível de ser traduzida na vida quando transcendemos esta
hostilidade medíocre e buscamos viver os valores comuns. Quando o conhecimento
visa o humano e busca promover libertação, favorece espaço para exercício de
habilidades humanas: criatividade, imaginação, questionamento e consciência
crítica. Verdadeiros cidadãos. Cidadãos não de nome, mas de Vida! Verdadeiros
cristãos. Cristãos não de nome, mas de Vida! Legal.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Nióbio Minério Brasileiro: São Gabriel da Cachoeira AM
Nióbio Minério Brasileiro: São Gabriel da Cachoeira AM: Parque Nacional do Pico da Neblina < Santa Isabel do Rio Negro - São Gabriel da Cachoeira > Av Dom Pedro Massa 52 - São Ga...
Normal
Normal
quinta-feira, 30 de maio de 2013
AMIZADE
A amizade é a forma de cativar as pessoas. Estas devem ser aquelas possam ser dignas de confiança de quem as torna amigas. Amizade também é um dom, pois quem a possui sabe construir amizades verdadeiras. Não se deve apenas ter amigos, o mais importante é ser amigo. (Jodson Sodré).
quinta-feira, 23 de maio de 2013
DESÂNIMO NÃO É MOTIVO PARA DESISTÊNCIA DOS NOSSOS REFERÊNCIAIS
Somos
herança de uma construção milenar. Porém, esta responsabilidade humana pode vir
a perder sentido, quando não buscado a fundo a sua resignificação para as
nossas vidas. Ainda mais desafiadora quando temos experiências passadas
desafiadoras, que provaram os nossos antepassados, por um tris conseguiram
ficar e construir alicerces que fizeram crescer uma história de coragem e
testemunho.
E,
hoje, além dos desafios que podemos enfrentar no interior da vida comum,
sofremos um desafio que talvez, nossos antepassados não tiveram experimentado,
uma vez que elas ainda não tinham força influente como hoje. Novamente remete,
a olhar para histórias de crises a qual nossos líderes viveram, a sua capacidade
de restabelecer metas otimistas graça ao ombro amigo de muito dos que se
colocaram coopartícipes desta ancora humana e juntos puderam estabelecer o
testamento de uma nova comunidade, que precisa não só ser lembrado por nós,
mas, também que suscita a nossa resposta de continuação destas capacidades
criativas de responsabilidade.
A
complexidade do mundo presente caminha escuro. Oferece caminhos diversificados,
uns mais largos prontos a nos derrubar no precipício, e outros estreitos que
são caminhos de realização. Mas, a melhor forma de responder ao clamor da nossa
humanidade histórica, é ser humilde. A humildade de reconhecer que não somos
fruto de uma relação de acaso, mas que somos frutos de material humano
construído através de um longo caminho árduo e desafiador. Porém, o que nos
chama atenção é a serenidade e a firmeza com a qual estas humanidades
responderam ao seu tempo: ante as ameaças deste mundo antagônico, tiveram
capacidade de construir alicerces seguros, respondendo as necessidades comuns,
que nos faz celebrar a vida que somos.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
A SABEDORIA HUMANA QUE LEVAMOS DENTRO DE NÓS
Na
vida, conhecemos pessoas incomparáveis. São pessoas presentes nas nossas
histórias humanas desde a nossa concepção, junto aos nossos pais. São
testemunhas vivas de todo o nosso crescimento humano. São anciãs que respondem
às necessidades da hora, pois elas mesmas são os autores do saber. Traços que
muitas vezes, continuam a ser carregadas por nós, com muito orgulho.
Testemunhas
da vida, não obstantes as fraquezas que também fizeram parte destas
personalidades humanas, inerentes à condição humana. O que de fato fica, na
memória, é a postura moral com a qual orientaram suas vidas, mesmo sendo
consideradas posturas estúpidos frentes às forças morais provindas fora do seu
contexto. Sinais que possibilitam a compreensão de uma força íntegra cultivada durante
o seu estar no mundo, frente ao material
humano que a vida no seu devido tempo disponibilizou, são referenciais
transmitidos por gerações milenares.
Nos
desafiam para uma busca constante de compromisso humano, mais sincero e
duradouro. Se ainda caminhamos alimentando desconfianças nesta vida, é porque
perdemos a sensibilidade de perceber que é recorrendo a estes referenciais
humanos que podemos construir uma humanidade mais comprometida. Porém, o mundo
presente nos incentiva a abandonar tudo, assim viver o imediatez, sem
referenciais mais seguros, pois para esta racionalidade contemporânea, devemos
ser objetos das forças que prega o mundo de aparências.
Esta
proposta do presente transparece na nossa maneira desonrada de responder às
exigências propriamente humanas, as quais as posturas destas pessoas nos
desafiam. A pior desgraça humana acontece quando a insensibilidade para com
estes mestres e sábios, toma conta da nossa humanidade. Pois deixamos de
perceber o valor da vida! Somos omissos, temos medo de comprometermos, como
desculpa alimentamos a postura indiferente. Indiferença que muitas vezes são
reflexos das fantasias criadas por mundo preestabelecido, para nós tão
perfeccionistas que vedam os nossos olhos, impossibilitando nossa capacidade de
buscar aprendizagem nos simples atos humanos.
A
verdade é que cada um de nós, na sua singularidade, está em busca de uma
realização humana integral, e a indiferença além de impossibilitar esta
realização, por si só pode se tornar elemento autodestruidora. Pois, esta postura
nos leva a nos tornar vulneráveis a todas as propostas efêmeras encontradas a
cada segundo das nossas vidas. Mas, quando temos a sagacidade de olhar o além,
que não significa esquecer os referenciais e viver só do futuro, mas considerando
a tríade da nossa experiência humana (passado, presente, futuro), levando em
conta as personalidades marcantes das nossas vidas, conseguimos construir uma
personalidade sadia, capaz de testemunhar a humanidade apreendida junto às
pessoas com as quais tivemos oportunidade de conviver e a alegria de escutar a
sua voz nos chamar de neto.
Uma
carga humana, muito profunda que carregamos junto de nós, nas lutas cotidianas.
Sem dúvida, o humano que somos, seremos, sempre é fruto desta vivência que foi
construído destes os primeiros referenciais humanos. Uma vez perdidos os sábios
da vida, se procuramos viver com intensidade os momentos propícios que a
caminhada favoreceu, somos nós os portadores desta mesma humanidade, uma vez, que
o que estava fora de mim, passa a ser “sabedoria que levamos dentro de nós”, e
desta vez temos o dever de transmiti-los ao mundo no qual estamos inseridos,
acima de tudo com a nossa postura humana.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
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