"O esplendor da essência divina vela-se sob a forma de escravo para salvar a vida do escravo. O brilho da vida eterna escurece na carne para purificar a carne. Para iluminar os filhos dos homens deve obscurecer-se na Paixão, aceitar a vergonha da cruz. Exangue da morte, perde toda beleza e toda a hora, para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa, sem mancha e nem ruga (Ef 5,27)." (São Bernardo)
Jesus de Nazaré caminha ao encontro do centro político, religioso, econômico que é Jerusalém. Ele sabe que lá a morte o espera, pois o seu projeto de Amor desafia e inquieta o sistema opressor do Império Romano. Mas entrega a sua vida gratuitamente, pois sabe que isto iria restaurar os povos. Por isso a simbólica do jumentinho, que contraria o sistema opressor dos grandes imperadores que chegavam com sua comitiva, exército e espada, e ainda recebidos como enviados de Deus, mas que vinham com propósito de dominar e ainda estabelecer pesados fardos ao povo simples,através de pesados impostos. Com isso até os embaixadores do império Romano, assim como amigos governadores de César, tinham medo para não perder seus privilégios, pois qualquer poder mundado se sustenta pela aparência, porém que se corrói por si mesmo, pois sua base se sustenta na mentira, ambição e assim é altamente autodestrutiva. Não depende do governo que a rege,pois estes vivem agustiados pois escapam do seu controle, é uma força transcendental, capaz de alienar e quando entrado nesse projeto, talvez sem volta: É o poder mundano. Os impérios existem, os macacos sem razão sobrevivem dela, pois já foram engolidos por ela. Esquecem que Deus é poderoso, não porque vence pela violência: mas porque ele apenas sabe amar. Quem se arroga, acaba por cair na armadilha dos impérios. O ser humano, nós, não somos poderosos, por que não sabemos amar. Não porque somos fracos, pelo contrário, porque nos queremos ser mais que o Criador e esquecemos que precisamos da graça de Deus para lutar contra toda força do mal. Por isso, penso que lembrar da entrada humilde de Jesus, que é exaltado não pela corte de Jerusalém, mas pelo povo simples, que vinha do interior para festa de Páscoa, é recuperar a imagem de Deus El Shadai "Senhor das Alturas" e não a tradução errada de algumas bílias "Senhor todo poderoso" que remete a um Deus castigador, mas das "Alturas" se referindo as mamas de uma mãe:o lugar de aconchego e por onde o bebê extrair energia vitais para o seu crescimento.
E você qual Deus que assumir para a sua vida? Eu quero o Deus simples que somente tem um poder que nenhuma empresa, nem o dinheiro do mundo pode comprar, que "amar, amar, amar".
Ele condena o pecado, mas não o pecador. Pois acredita na força do bem inscrita no coração de cada homem. Se não foi bom ontem, saiba que hoje tens oportunidade. O tempo não existe para Deus, ele é o Hoje, Kairós, eterno! Toda vez que me encontro com o irmão, valorizo a pessoa como ela é, não pelo que ela tem, estou amando e sendo amado por Deus. Toda missa que participo, ou mesmo encontro com outros numa reunião estou experimentando o amor de Deus: ele está me amando naquele momento. Portanto, que amanhã sejamos melhores, e vivamos intensamente a celebração de Ramos e o Trido Páscal, e seremos mais nós e Deus, pois, para isso se fez escravo conosco para nos dar a liberdade de vida plena!
"Quando encontramos o verdadeiro eu, a bondade, seremos completamente humanos e felizes em tudo que fizermos, até mesmo nas expressões mais rudimentares da vida!
Boa páscoa a todos.
sábado, 28 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Quando Me conheço eu Sou mais eu
Ás vezes sou tentado a não me reconhecer por viéis evidentes que o próprio mundo me remete. Porém, sinto que há uma força interior que me faz transcender esta natureza de sede, para uma verdadeira compreensão daquilo que de fato Sou. É no reconhecimento da força interior, que existe em mim, que Sou eu mesmo, não pela força exterior a qual Sou constantemente a mi identificar!
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
O LIMITE HUMANO PARA COM O CRIADOR
Jesus
quando responde às pessoas que admiravam a estética do Templo (Lc21, 9-11) indica
o limite mais profundo da pessoa enquanto ser na história. Não é o homem o
Senhor da história, mas o próprio Deus. Não cabe ao homem determinar o fim da
história e concomitantemente a liberdade humana. Cabe somente a ele colaborar
com a sabedoria regida por Deus, para que a vontade dEle Reine sobre a face da
Terra.
Jesus
sempre imbuído do Espírito do Pai nunca manipula a nossa consciência, nem
cerceia nossa liberdade, pois é o dom mais precioso que Deus deu ao ser humano.
Em contraste a atitude humana de Jesus que se fez homem para traduzir o amor de
Deus, surgem ‘falsos profetas’, sinalizando o fim do mundo, como se fossem
deuses, usando de uma teologia do medo, para manipular a consciência das
pessoas. Por isso, todo seguidor de Jesus deve buscar com constância construir
a sua casa sobre a rocha segura: que é Deus, para não cair na mão dos ladrões
que disfarçadamente vem roubar as consciências e a liberdade das pessoas em
‘nome de Jesus’, aprisionando-as em nome de uma ideologia falsa.
O
Templo já não era sinal da salvação! Por isso cristão é chamado a ser um sinal
de libertação, não de alienação, acima assinalado como aprisionamento, pois o
Senhor da história nos criou para a liberdade. O cristão que leva ao aniquilamento
do senso crítico, criativo e libertador do próximo não conseguiu ainda superar
o Templo Antigo da sua casa, o coração. O Templo Antigo como aquele que exclui
as pessoas sem condições financeiras, pessoas afetadas pelas enfermidades,
mendigos, prostitutas, crianças e mulheres etc, deve ser superado a cada dia pelo
Espírito daquEle que veio em nome do Criador, para libertação definitiva da
pessoa.
O
Templo vivo que é Cristo, deve ser a nossa única referência na busca da
construção do Reino de Deus. Pois somos sinal do Reino quando assumimos as
mesmas características daquEle que se fez homem para nos educar para a liberdade,
no amor de Deus. Esta liberdade fruto da nossa abertura para o projeto de Deus
não se “fecha a uma realização egocêntrica”, pois se for assim já não é uma
expressão de libertação que nos leva a partilha. Pelo contrário, necessitamos
acolher
a proposta de Deus, para sermos sinal de libertação e de inclusão aos
menos favorecidos.
Quando
se vive na prática os valores do Reino, significa que conseguimos entender o
nosso limite humano. Pois a tendências humanas de querer dominar a história com
conhecimento limitado não é suficiente para iluminar os fatos da vida. A razão
sem a luz da fé pode caminhar para reforçar as estruturas que excluem e
aniquilam a liberdade natural humano. Assim como uma religiosidade que perdeu
de vista o humano, pode ter a mesma força que uma ideologia que exclui e aliena
as pessoas.
Logo,
precisamos primeiramente reconhecer nosso limite humano. Nesse reconhecimento
aderirmos a tarefa que nos cabe, promoção de justiça, fraternidade e
libertação. Pois, enquanto não tirarmos da cabeça a ambição doentia de querer
dominar o mundo, no lugar do Senhor da História, continuaremos propondo
conhecimento que mata, religião que aliena e visa autopromoção, pior ainda seremos
um bando de bárbaros que lutam pela sobrevivência. Essa luta pela sobrevivência
ofusca o coração generoso que todos temos, nos levando a diversas atitudes
corrompidas. A política atual reflete este bando de macacos sem razão. A
autenticidade é possível de ser traduzida na vida quando transcendemos esta
hostilidade medíocre e buscamos viver os valores comuns. Quando o conhecimento
visa o humano e busca promover libertação, favorece espaço para exercício de
habilidades humanas: criatividade, imaginação, questionamento e consciência
crítica. Verdadeiros cidadãos. Cidadãos não de nome, mas de Vida! Verdadeiros
cristãos. Cristãos não de nome, mas de Vida! Legal.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Nióbio Minério Brasileiro: São Gabriel da Cachoeira AM
Nióbio Minério Brasileiro: São Gabriel da Cachoeira AM: Parque Nacional do Pico da Neblina < Santa Isabel do Rio Negro - São Gabriel da Cachoeira > Av Dom Pedro Massa 52 - São Ga...
Normal
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
AMIZADE
A amizade é a forma de cativar as pessoas. Estas devem ser aquelas possam ser dignas de confiança de quem as torna amigas. Amizade também é um dom, pois quem a possui sabe construir amizades verdadeiras. Não se deve apenas ter amigos, o mais importante é ser amigo. (Jodson Sodré).
quinta-feira, 23 de maio de 2013
DESÂNIMO NÃO É MOTIVO PARA DESISTÊNCIA DOS NOSSOS REFERÊNCIAIS
Somos
herança de uma construção milenar. Porém, esta responsabilidade humana pode vir
a perder sentido, quando não buscado a fundo a sua resignificação para as
nossas vidas. Ainda mais desafiadora quando temos experiências passadas
desafiadoras, que provaram os nossos antepassados, por um tris conseguiram
ficar e construir alicerces que fizeram crescer uma história de coragem e
testemunho.
E,
hoje, além dos desafios que podemos enfrentar no interior da vida comum,
sofremos um desafio que talvez, nossos antepassados não tiveram experimentado,
uma vez que elas ainda não tinham força influente como hoje. Novamente remete,
a olhar para histórias de crises a qual nossos líderes viveram, a sua capacidade
de restabelecer metas otimistas graça ao ombro amigo de muito dos que se
colocaram coopartícipes desta ancora humana e juntos puderam estabelecer o
testamento de uma nova comunidade, que precisa não só ser lembrado por nós,
mas, também que suscita a nossa resposta de continuação destas capacidades
criativas de responsabilidade.
A
complexidade do mundo presente caminha escuro. Oferece caminhos diversificados,
uns mais largos prontos a nos derrubar no precipício, e outros estreitos que
são caminhos de realização. Mas, a melhor forma de responder ao clamor da nossa
humanidade histórica, é ser humilde. A humildade de reconhecer que não somos
fruto de uma relação de acaso, mas que somos frutos de material humano
construído através de um longo caminho árduo e desafiador. Porém, o que nos
chama atenção é a serenidade e a firmeza com a qual estas humanidades
responderam ao seu tempo: ante as ameaças deste mundo antagônico, tiveram
capacidade de construir alicerces seguros, respondendo as necessidades comuns,
que nos faz celebrar a vida que somos.
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